"As únicas coisas eternas são as nuvens ..."
arquivos
nome: Giana Cunha
aniversário: 12.janeiro
idade:
profissão: jornalista
cidade: Bagé
lazer:
cerâmica
cantar
bloggar

paixões:
família
meus cachorros
inclui-se Eurico
minhas gatas
música
artes


layout images developed and hosted by wzero

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

30.4.04 6:09 PM

Carpe Diem

Entregue ao trabalho para variar, doze horas num dia, outras tantas em outro, palestras insuportáveis e chuva para completar. O frio (graças) não apareceu, pelo menos por enquanto. Tudo calmo, tranquilo feito água de poço. Preparativos para o final de semana, que para variar será movimentado, todos sabem que a noite para mim é o melhor período das 24 hs, então, porque não aproveitá-la, mesmo com um plantãozinho ?? Semana sem matérias emocionantes e eu já estava me acostumendo com a correria... Futebol no Domingo (GuaranyX Farroupilha) e já fiquei amiga dos jogadores e técnicos dos dois times daqui... para não dizer que mando neles né!??? Já entro no campo gritando, óbvio! Mas por enquanto é só isso, vou afinar a guela, porque óbviamente, de noite tem cantoria! Para todos... Carpe diem!!


informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

28.4.04 11:08 PM

Temperatura

Daqui a pouco vai começar a fazer frio por aqui e vocês vão lembrar de mim quando virem na TV, as imagens de gaúchos de poncho na Região da Campanha...
Agora quero deitar na minha caminha, comer uma comida quentinha e sonhar!


informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

27.4.04 7:02 PM

Fome

Quero comer lazanha!mmm...

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

26.4.04 12:37 AM

Depois de acordar dos sonhos

Antes de lembrar dos gestos, a lágrima pode rolar em meu rosto e no peito o aperto não está perto. As palavras cada vez nos separam mais, os olhos já não podem fitá-la. O canto não tem melodia e os versos voaram com o vento. A anunciação de novas heras, a planta que sobe sem flor. Os olhos jogados no vento e o beijo...
Pessoas caminham sozinhas, com sonhos perdidos de amor. Cada qual tem seu mundo complexo, com pré -traçadas estradas. Vai pro canto, noutros tantos, dias de sonho sem dor. Ilusões de um destino que muda conforme a estação, que passa com os segundo e que não volta, porque o tempo se perde e embriaga os amantes da vida.

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

25.4.04 7:29 PM

A vida não é mais aquela...

Os amigos começam a casar, alguns já até estão procriando, a gente começa a pensar em questões que não são muito agradáveis. Contas para pagar, cheque especial, compras no supermercado, trabalho, trabalho, trabalho.
Mesmo assim, ainda se escuta uma música com a mesma emoção. As preocupações são outras e as melodias servem para trazer boas lembranças de volta.
Final de semana de batizados, Gustavo em Rio Grande, Joana em Pelotas. Filhos de grande amigos, que muitas coisas dividiram comigo, entre uma aula e outra na faculdade.
É engraçado pensar que estamos envelhecendo, me sinto a mesma, mas tudo parece ter mudado. De uma hora para a outra não tenho mais dezessete anos, e tenho tantas preocupações. Mergulho direto no trabalho e minha vida profissional agora parece a grande prioridade... mas ainda falta alguma coisa, apesar de esquecer minhas emoções ou direcioná-las para o meu dia-a-dia. Tenho vivido intensamente e não posso dizer que não me envolva com tudo o que a vida me oferece, por enquanto não quero casar, quero ter filhos um dia, mas não agora.
Queria encontrar pessoas certas, ou incertas, poder testar o mundo, viajar, as vezes sumir e novamente aparecer com outra cabeça, em outro corpo, na mesma vida. Ou seguir por este rumo, com os mesmo problemas, mesmas pessoas, mesmos queridos amigos. Hoje estou adolecente, com algumas dúvidas e reflexões sobre tudo o que quero, acho que quero e não sei se quero! As vezes queria ser mais só, para não ter vínculos sentimentalóides, outras queria estar rodeada de gente próxima e com filosofias afins. Queria um papo de bar, uma confissão, um abraço, um afeto. As vezes poder xingar, mandar todos "às favas" e poder simplesmente chorar.
A vida dá nós nas nossas cabeças e faz tanto pensar... Quando vimos está passando, vai passar e já passou. O tempo leva junto tanta coisa, que vai e que volta e que fica com a gente. É quase como sonhar numa cama quente e acolhedora, quando abrimos os olhos a noite já passou e o dia volta a acontecer como sempre, as vezes melhor, as vezes pior, mas sempre o velho dia de sempre.
Estamos mais velhos, mas ainda somos crianças e nos mantemos vivos, porque ainda há momentos que nos fazem sorrir.

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

23.4.04 7:09 PM

Grande mulher...

Quem sabe, sabe... Às vezes "desimbesto" com algumas coisas, e ultimamente tive uma curiosidade extrema de saber mais sobre Pagú, retrada romanceadamente como uma "filha da puta" que roubou o marido de Tarsila do Amaral, na mini-série Um só Coração, ela fez muito mais do que isso. Abriu portas para as mulheres na vida política e foi uma apaixonada em suas atitudes. Então reparto e que a gente conheça um pouco mais da nossa história e das pessoas que a construiram.



Patrícia Galvão, Pagú, como é mais conhecida, nasceu em 9 de junho de 1910, em São João da Boa Vista. Era a terceira filha de Adécia e Thier Galvão França, trazendo nas veias o sangue dos imigrantes alemães e dos quatrocentões de São Paulo. Seus talentos começaram a aflorar cedo, praticamente aos doze anos, em 1922, época do grande marco cultural brasileiro, a Semana da Arte Moderna do movimento modernista, que protestava contra o domínio cultural e artístico estrangeiro, principalmente europeu que se alastrava no Brasil.
Admiradora do movimento, Patrícia começou a escrever, e com apenas 15 anos foi trabalhar no "Brás Jornal", de São Paulo, com o pseudônimo de "Pathy". Mas foi seu amigo e poeta Raul Bopp, pensando que seu nome fosse Patrícia Goulart, acabou inventando o apelido Pagu, nome que marcou para sempre.
Nesta mesma época, já conhecida no meio artístico, Pagu é apresentada ao grupo de modernistas comandado por Oswald Andrade, no qual faziam parte Mário de Andrade, Anita Malfatti, Benjamim Peret, Tarsila do Amaral (mulher de Oswald) entre outros.

Pagu conhece Oswald de Andrade

Desde que viu Pagu, Oswald não conseguiu tirá-la de seus pensamentos. Acabou apaixonado por essa jovem de 18 anos, corajosa, cheia de idéias vanguardistas e de uma beleza intrigante. Foi correspondido e começou a achá-la o "mais autêntico símbolo feminino da ousadia e inconformismo artístico e cultural de seu tempo".
Mas o romance para Pagu foi inicialmente um tanto complicado, já que ela tinha grande admiração e amizade por Tarsila, passando a dividir sua atenção entre os dois. E foi nesse mesmo período que começou a escrever para a Revista Antropofágica (revista editada pelos modernistas contra todo domínio cultural estrangeiro), e a fazer grandes obras como "Álbum de Pagu", dedicado à Tarsila e o "Diário a quatro mãos", com Oswald de Andrade.
No início de 1930, já separado de Tarsila, Oswald e Pagu se casam, numa cerimônia um pouco esquisita. O acontecimento foi simbólico, realizado num cemitério, o da Consolação, em São Paulo. Só mais tarde, eles se retrataram na igreja.
Já em 31, Pagu e seu marido se alistam na militância do Partido Comunista e nesta fase editam o jornal esquerdista "O homem do povo". No periódico, ela assinava a coluna feminista "A mulher do povo", com ilustrações, cartuns e até histórias em quadrinhos, revelando e ao mesmo tempo instruindo a mulher brasileira. Pagu queria através de seu trabalho, impulsionar a mulher à luta, ao trabalho, ao mundo. E pensando nele e nos mais necessitados que lançou o romance "Parque Industrial", obra que reflete sua solidariedade com o proletariado e ao comunismo como recurso salvador.
Ainda em 31, como militante política, Pagu participa do comício dos estivadores em Santos e acaba sendo presa. Quando liberada, o PC, o partido que ela tanto lutava e amava, a obriga declarar-se "uma agitadora individual, sensacionalista e inexperiente".


informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

21.4.04 10:01 AM

Super Divertido

Campana de noite num dos bairros mais violentos de Bagé. Estacionados nas sombras as dez da noite esperando que alguma coisa acontecesse. Nada acontece, vamos embora.
Banho, tá frio e dez para meia noite toca o telefone: - Tô passando aí! Boto uma touca e saio, de volta para o bairro.
Um ônibus do MST arrecada moradores para levar para um novo acampamento que está se formando em Pinheiro Machado. Cerca de trinta pessoas embarcaram, tensão: - Vocês não podem "filmar"!
A gente grava tudo e sai, e espera, e segue o ônibus! Caminhonetes de produtores rurais acompanham a movimentação, aparece a Brigada Militar, tudo bem organizado! Saímos em comboio, TV, ruralistas, Brigada e o ônibus que transportava homens, mulheres, crianças e botijões de gás...
No meio do caminho, mais viaturas da Brigada,em torno de cinco, param o ônibus, desce todo mundo, revistam a todos. Sempre aos olhos curiosos dos produtores rurais. Curiosidade, o ônibus foi interceptado em cima dos trilhos. Desce todo mundo, mão na cabeça... homens, malas tudo vistoriado! Chegam dus viaturas da Polícia Rodoviária Federal... mais vistorias, conselho tutelar blábláblás...e eu fazendo matéria! Decidiu-se: volta o ônibus para Bagé, escoltado por Brigada, e produtores que estão apertando cerco contra o MST. Até agora eles já tem cerca de 33 postos de controle das ações dos sem-terra, parace que o abril vermelho e o maio verde serão movimentados na Região da Campanha, só espero que não seja nada de mais... que continue movimentado, e não violento!
Terminou tuda a uma e meia da manhã!


informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

20.4.04 8:14 PM

Por isso eu corro demais...

Trabalha mais um pouco, já que descansaste demais neste final de semana!

Protesto de professores em frente a Coordenadoria Regional de Educação, volta ao trabalho dos policiais civis e balanço da paralização, exposição de uma artista que faleceu no início de abril, leilão de quadros para as obras de restauração da catedral de Bagé. UFA... chega na TV faz os textos, pede um lanche... a noite vai ser longa... MSTs...
22 horas, eles vão num dos bairros mais barra pesada de Bagé, fazer o que??? Adivinhem?
Arrecadar pessoas, com dois ônibus para levar moradores de lá para um assentamento em formação em Pinheiro Machado! E quem vai fazer a reportagem? Sim a reporter Giana Cunha que voz fala e que está cagando e andando pra essa gente louca de sem-vergonha!! Não que todos os MSTs sejam assim...mas já deu pra notar a palhaçada que é esse movimento... Dá pra admirar a organização, parecem formiguinhas que do dia para noite erguem um formigueiro gigante.. agora descobri como! Arrecadando gente que nem sabe o que quer da vida, que quer é ficar vagabundeando de um lado para o outro, fingindo ter uma "causa de luta". Me poupem... agora estou irritada.. veremos na volta, se é que vai haver volta!
Estávamos montando todo um esquema "adrenalina" de reportagem, ir em um carro disfarçado e talz... mas não rolou vamos com a cara pra bater. Eu e Chicão! Enfim desejem-me sorte.. porque eu vou faceira! Adoro coisas assim...
: O P

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

2:35 PM

Depois da folga...

Problemas só problemas...
* Vence o cartão do banco no Domingo...(obs: minha conta é em Rio Grande, moro em Bagé e o cartão, maldito cartão, chega lá e não podem mandá-lo para cá, só eu posso buscá-lo), resumo... tenho que ir a Rio Grande.
* MST, maldito, interrompeu a estrada mais uma vez e está enlouquecendo todo mundo por aqui... trancaram dois trechos da BR 293 ( Pelotas-Bagé), em Hulha Negra e em Piratini!
* Estou sem água no apartamento, porque estão consertando uns vazamentos e esvaziaram as duas caixas d'água.
* Para completar a madrugada mais fria do estado foi aonde???? Claro... só podia ser em Bagé, cinco graus e sete décimos!

Depois de tudo isso alguém acha que estou mal humorada??
O pior é que não... não sei porque, mas não estou!
Bom Dia para todos...

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

16.4.04 1:16 PM

Ahh, tô de folga né!

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

14.4.04 1:46 PM

Ligeiramente...
... abandonado, mas vai passar!

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

9.4.04 11:06 AM

Eu, comigo mesma...

...dentro de meu eu interior e com um pandeiro na cabeça e simpática com Luluca.




Quer ver mais e melhor?



informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

8.4.04 7:39 PM

Semana Santa

Como muitos devem saber, não sou lá uma pessoa muito religiosa, apesar de ter as minhas crenças.
Enfim, este período parece que remexe com algumas tradições que às vezes até já perderam seu significado, mas, mesmo assim, continuam acontecendo! Por exemplo: Sexta-feira Santa para mim, tem gostinho de bacalhau com batatas, couve, azeite de oliva, ovos cozidos e azeitonas, ao melhor estilo português. Por outro lado, tem cheirinho de Macela ou Marcela (as duas formas estão corretas), as "florzinhas" amarelas, dourando os campos. E o Domingo é claro tem gosto e cheiro de chocolate, ovos que para mim tem um sabor especial. Reuniões em família, comidas gostosas e aromas que lembram tanto à infância. Neste ano não tem bacalhau, nem chocolate e muito menos reunião em família, mas tenho as lembranças que me comovem e me deixam feliz por ter vivido tempos tão bons.
Nas duas últimas Páscoas fui a Santa Catrina, nesta não vou.
O trabalho toma tanto tempo e negociar folgas são coisas bem difíceis na minha profissão, cada um com um esquema e eu estou completamente ferrada! A sorte é poder compensar a folga na próxima semana, o que faz com que a Páscoa aconteça com uma semana de atraso, como já foi antecipada no calendário algumas vezes!
Um ovo de chocolate pelo menos vou ter que comprar, afinal, tradição é tradição e mesmo tendo que trabalhar no Domingo, vou fingir que o coelhinho lembrou de mim por alguns instantes! Ah rá!
Pode ser besteira, ou parecer, mas penso que é importante manter acesas certas ilusões, certos perfumes e sabores que nos remeteem a infância por exemplo. Deixando no presente, a vida um pouco mais amena e com detalhes que nos deixam tão mais felizes.


Explicando...
Escrevi isto porque fui fazer hoje, uma matéria sobre a colheita ou coleta da Marcela ou Macela, que por sinal deve sair no Bom Dia Rio Grande de amanhã (virei correspondente da Região da Campanha). De repente me deparei com o cheiro da "ervinha" que não é "a do demônio" e me lembrei de tantas coisas... Inclusive da minha almofadinha que deixei em Pelotas. Catei pra caramba, peguei um "ramão" com meu amigo Chicão (cinegrafista da televisão - ê rima boba!) E agora vou encher meu apê com marcelas fedorentas e cheirosas ao mesmo tempo!

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

5.4.04 12:54 AM

Reencontros

Final de semana em Pelotas, sozinha, mas não só. Encontrar amigos queridos e a família é bom e foi à isso que me dediquei nestes dois dias e meio de folga.Voltar a encontrar, na noite e nas tardes do final de semana, pessoas queridas e reviver momentaneamente uma época que deixou marcada minha vida de lembranças. Reencontros são tão bons, e tudo já passou. As pessoas mudaram mas continuam se entendendo, hoje todos dormem mais cedo durante a semana, as preocupações não se resumem apenas às provas do final do semestre ou a cervja gelada no intervalo da faculdade. Hoje a maioria trabalha, alguns já tem filhos e a realidade bate na porta com seus problemas rotineiros. Eu mudei, todos mudaram. Mas no fundo, a melancolia do passado volta a nos "assombrar" e traz com ela um pouco da alegria vivida em outros tempos e mostra que ainda estamos "interligados" da melhor forma possível, pelo coração!

informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

2.4.04 1:26 PM

Bola minha de cada dia

Mais ou menos, faço cobertura de jogos de futebol da série B do campeonato gaúcho, duas vezes por semana. Quartas-feiras ( todas) e Domingos (um sim, um não). Isso pode parecer castigo de Deus, ainda mais para uma pessoa como eu, que já pregou coisas como: -Futebol é movimento de alienação popular e etc... Na real continuo mantendo a minha opinião, mas com menos revolta!
Quarta fui no BaGuá ( BagéXGuarany), um "clássico" do futebol Bageense, acho, até, que já havia dito isso por aqui! Enfim, me fui ao campo as quatro horas da tarde da ultima quarta-feira, movimento, tensão e muito povo que tem tempo e não faz nada (foi a minha constatação), já que o estádio Antônio Magalhães Rossel (do Guarany) estava lotado.
Começa o jogo, se é que se pode chamar aquilo de jogo! Todo mundo caindo, se chutando e se "esbugalhando" pelos cantos do campo. Se a bola rolou uns 30 segundos foi muito. Várias faltas e a partida inteira de bola parada, um lixo!!! ( viram como já estou entendendo?) O cinegrafista falou para mim: - Giana, não vais pegar a escalação do time? Eu disse: Não! Sabem por quê (não lembro se é separado, junto, com ou sem acento, vai assim mess)?
Porque eu conheço todos os jogadores!
Ah rá... ficaram surpresos! Pois é, e tenho a liberdade de xingá-los quando não jogam bem, e eu xingo mesmo, na cara, rindo mas xingando!
Enfim acabou o jogo em 1X1, um gol de pênalti (Guarany), cavado, óbviamente e outro de falta (Bagé), também cavada. Depois de muita briga, bate-boca e empurra-empurra.
Hoje, sexta-feira, lá fui eu fazer o treino do Bagé, coisa muito séria. Qual foi minha surpresa ao chegar no "Abelhão" (íntima já, né) 6 jogadores não jogam neste domingo!!! Sim, 2 foram expulsos no clássico e o resto está quebrado, joelhos engessados, virilhas torcidas, tornozelos torcidos e narizes quebrados. Não dizem que a Revolução Farroupilha aconteceu por aqui tb? Pois eu acho que o time do Bagé está (pelo menos por enquanto) formado por farrapos. Farrapos humanos, mas farrapos.


informações da repórter Giana Cunha
Palpite:
     

1.4.04 8:59 PM

Banho de Poeira

Visita aos assentamentos de Candiota, cidade que vive praticamente da usina de carvão, apesar de ser um dos possíveis pólos de argila do Brasil. Os pequenos produtores sobrevivem do cultivo de milho, feijão e a grande maioria produz leite (comercializado para cooperativas da região). Há quatro meses não chove em grande quantidade e os primeiros prejudicados são eles. Cerca de 832 famílias já não tem água para consumo, o pasto já não alimenta mais o gado, que também já não produz leite. Início de um tempo difícil, onde metade da produção de soja já está compromotida, e a vida deste povo segue sem perspectivas. Mesmo com o sofrimento, as perdas e a eminente fome rondando suas casas, eles ainda tem o dom de sorrir, de viver, com a esperança de que possa chover, de que a chuva venha para lavar os caminhos.
Na estrada a poeira dá o sinal de que falta água na terra, no horizonte entre os morros da campanha, o sol dá um espetáculo particular nos finais de tarde, beleza que preocupa e que está estampada nos olhos dos agricultores, que buscam força nos calos das mãos e a esperança do belo por do sol, que por incrível que pareça, serve de estímulo para que continuem lutando.

informações da repórter Giana Cunha
Palpite: