"As únicas coisas eternas são as nuvens ..."
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nome: Giana Cunha
aniversário: 12.janeiro
idade:
profissão: Jornalista
cidade: Bagé
lazer:
cerâmica
cantar
bloggar

paixões:
família
meus cachorros
minhas gatas
música
artes


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28.12.04 8:15 PM

Para encerrar mais um aninho...

"Livro do Desassossego"
(Fernando Pessoa)

Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo de ontem nao é sentir - é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.
Apagar tudo do quadro de um dia para outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoçao - isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.

Esta madrugada é a primeira do mundo. Nunca esta cor rosa amarelecendo para branco quente pousou assim na face com quem a casaria de oeste encara cheia de olhos vidrados o silêncio que vem na luz crescente.
Nunca houve esta hora, nem esta luz, nem este meu ser. Amanhã o que for será outra coisa, e o que eu vir será visto por olhos recompostos, cheios de uma nova visao....
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Que olhos recompostos, cheio de novas visões façam parte do novo ano que vem por aí. Ano Novo pra mim é esperança de novos dias, de mundo melhor. Que as cores a partir do dia primeiro sejam vibrantes e que a vida se torne assim, mais colorida. Que a primeira madrugada do mundo seja plena e linda e os dias que se sucedem se mantenham assim, felizes e em paz!

Feliz, feliz, feliz ano novo para todos!


Informações da repórter Giana Cunha
Palpite:

24.12.04 12:41 AM

Gente é bicho esquisito!

Alheia as comemorações de final de ano mais uma vez volto a contar minhas histórias de ônibus. Folgas são coisas raras pra mim e tenho que lutar por isso, apesar de ser um direito do trabalhador. Tempinho sobrando e lá estou eu novamente dentro de um transporte coletivo que abrange atodas classes sociais. Sentei, abri uma água mineral com bolinhas, olhei pela janela, um gole...Do outro lado, cadeira vazia, corredor e um casal. Sem querer ser preconceituosa e com a democratização do transporte intermunicipal, ainda mais na região da campanha, acreditei que seriam moradores de um assentamento. Ele feio, mas "bota feio mesmo" cabelos oleosos, boné na cabeça. Ela, sapatos sem meias fechados como de homem, calças curtas, toda de cinza. De repente saltam duas coxinhas de galinha - atenção!!! são quatro horas da tarde e o ônibus nem saiu da rodoviária de Bagé - Tão pequenas, mas tão pequenas, que se me dissessem que era de uma pombinha rola eu não duvidaria. E era aquela "graxeira", farofa chupam os dedos, os ossos e salta um pano de prato atoalhado com frutas pintadas, e limpa a boca e limpa a mão esfrega daqui e dali, e o ônibus segue parado... O homem saca um rádio, mas um "radiozão" amarelo daqueles, "tinindo"! Liga o som, na pior estação de rádio da América Latina, sem mentira nenhuma, um misto de música sertaneja e chiado. E lá vamos nós... sem sintonia, desliga o som. Cem metros, para ônibus, sobe gente, tenta dormir e nada... mas, podia ser pior, a galinha anã podia estar do meu lado... e não tinha ninguém. Em Candiota, sobe uma bichinha, do interior mas modernex, de all star sem meia e bermudas até a canela, luzes no cabelo e um "quê" de decadência... desce a"moça" em Pinheiro Machado e já se passaram duas horas entre o para e anda... Desço eu, Coca-Cola, volto eu!! Tenta dormir, não consegue, olha pedra, pedra, pedra... Dorme e acorda com a mulher, aquela da galinha falando:- Ah como para esse ônibus! Dorme,acorda... Tô chegando!
Três horas e meia rodoviária de Pelotas... tudo para poder passar o Natal feliz...

Informações da repórter Giana Cunha
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22.12.04 1:47 AM

Tempo de Festas...

Natal pra mim sempre teve um "quê" melancólico, um misto de ansiedade, tensão. Todos se juntam, esperam os presente... mas aquela reunião em família sempre teve um valor especial. É tempo de confraternizar, de deixarmos, mesmo que por um instante, os problemas de lado. O sentido real pode ser o nascimento de Cristo, mas para mim é momento de união. Poder sentar à mesa com todos, ver as árvores e luzinhas espalhadas pela cidade, tudo isso faz com que voltemos a ser crianças. É como se a cada final de ano tudo pudesse ser zerado e recomeçado. Festas de final de ano renovam as esperanças, e nos fazem buscar forças na espera de que o mundo possa ser melhor. Que dois mil e cinco seja cheio de paz, amor, fraternidade. Todos aqueles desejos "clichês", mas, que são sempre válidos e acima de tudo necessários. Que com o passar dos tempos sejamos menos críticos, vaidosos e voltemos a ser humanos. Busquemos pela felicidade plena, mas não isolada, que seja aquela que une e nos torna cada vez mais fortes em sentimentos, em espírito. Sejamos serenos, felizes, não tão individualistas, pacificadores e agentes promotores do amor! Que as festas só sejam um pretexto para mudanças de pensamento e principalmente de atitudes, pois só assim poderemos ter e fazer o mundo melhor.


Informações da repórter Giana Cunha
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16.12.04 1:01 AM

Super Temporal



Eu, só no relax.

Depois de uma folga agitada no final de semana! Voltei a minha serena rotina de jornalista da Região da Campanha, trabalho a partir da uma da tarde e com esticada até as onze, meia noite... coisa light!
Calor ameno, numa das cidades mais secas do estado, apenas 35° com sensação térmica de 48°, no mínimo - "E bota a suar!" Mas o dia passou e começou a chover! Ventos fortes e muita água caem sobre Bagé e agora espero, depois de trabalhar até as de e meia da noite, para me acordar as cinco da manhã, para fazer uma matéria num tal de "Pico do Morcego", mas com esse temporal... acho que vai melar! Fotos mais tarde, pq agora estou com uma munição daquelas!!!
E viva a diferença!

Informações da repórter Giana Cunha
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8.12.04 2:02 AM

Pura Malandragem!

Quem vê até pensa! Um mês sem folga, trabalhando sem parar. Bem vindos à rotina maravilhosa, sem rotina, de Giana. Entre motos, gente, gente, calor, chuva, barulho. Assim passo os meus dias, que parecem tão longos e inacabáveis. Mesmo assim, quanto mais faço coisas, mais arrumo tempo para outras tantas. Começaram as arrumações de final de ano, pelo menos para mim. Primeiro passo, uma porta do guarda-roupas, depois as gavetas da casa, as contas, uma passada de aspirador entre um período e outro de trabalho. Pausa nas pinturas, resgate das cerâmicas (tinha algumas coisas para lixar e ficar em casa de noite pra mim é uma boa), assim posso adiantar o que está atrasado! Tricot na hora de esperar o trabalho e já vi que não consigo parar... De vez enquando me dou o prazer de deitar ao sofá e assistir televisão, só pelo puro ócio, em doses suaves e bem, mas bem, esporádicas mesmo. Hoje, mesmo com o trabalho meu ombro não dói... o estress às vezes faz ele travar, mas depois volta ao funcioanamento normal. Por enquanto a única constante é a saudade, de tudo e de todos. Isso me dá forças para seguir, na expectativa de voltar a rever um dia, não à reviver! A vida passa, a gente não muda! Mudam os hábitos, mas por dentro ainda somos os mesmos. A seriedade dos problemas, que ainda são tão graves quanto os da infância, me faz pensar que talvez, eles vistos de cima, possam parecer um pouco piores. Então, vai seguindo, vai andando dribla daqui, dribla dali e a gente se pega mesmo que de longe, bem e acima de tudo feliz.




Informações da repórter Giana Cunha
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