"As únicas coisas constantes são as ondas do mar..."
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nome: Giana Cunha
aniversário: 12.janeiro
idade:
profissão: Jornalista
cidade: Bagé
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cerâmica
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família
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minhas gatas
música
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31.12.05 8:22 PM

Gracias!
New Year!
Passou 2005, chegou 2006 e bola pra frente! Felicidade, champanhe, amor, dinheiro e Paz!

Informações da repórter Giana Cunha

26.12.05 6:02 PM

Acabou a mamata!!

Informações da repórter Giana Cunha

24.12.05 11:56 AM

Mensagem de Natal
Por Marcello Pepe

Existem alguns momentos onde todos os anjos descem do Céu e vêm festejar na Terra. Os anjos cantam e dançam uma música que só pode ser ouvida pelo coração. Há uma grande confraternização entre eles e isto sempre acontece no Natal.

Se, na noite de Natal, uma lágrima de emoção insistir em rolar por sua face, nesse momento seu coração estará sendo invadido por estes anjos e sua pulsação entrará no ritmo daquela melodia. Saiba que, nessa hora, o amor de Deus se fará presente em sua alma e que tudo que você desejar e merecer será realizado.

Que a paz, o amor e a luz de Deus ilumine toda sua família.
_________________________________________________

É exatamente assim que me sinto, sempre, aos finais de ano. Um misto de melancolia e felicidade!
Natal, Ano Novo... época de confraternização, tempo de deixar os anjos invadirem os corações para que a tão desejada paz, se faça presente.
Encontrar amigos antigos e que estão longe, e ao mesmo tempo tão presentes. Relembrar o passado e rir dos nossos erros, projetando um futuro sem falhas e repleto de felicidade.
A família prova que é como um porto seguro, com períodos onde as ondas se agitam, mas sempre com um espaço em terra firme para descansar!
Para mim o espírito é esse: de comoção e união. A essência do Natal e da mudança de ano é cheia de esperança e é isso que nos faz sobreviver a cada dia.
Muita paz, saúde e felicidade neste novo tempo que surge por aí... o resto é superficial!




Informações da repórter Giana Cunha

19.12.05 11:15 PM

Final de Ano

Novas esperanças surgem a cada virada de ano! E para que dois mil e seis seja um ano ainda melhor não custa seguir as dicas!

Numerologia
A soma do ano 2006 (2+0+0+6) tem como resultado o numeral 8 que simboliza: equilíbrio, imparcialidade, disciplina, prontidão, decisão, boa intuição e a capacidade para evitar o mal. Em 2006, as pessoas serão mais esforçadas para alcançar a verdade.
O resultado 8 lembra a Lemniscata, o símbolo da espiritualidade. Neste ano, as pessoas irão descobrir seus verdadeiros amigos que o ajudarão, apontando seus erros, fazendo com que se crie a ordem.

Orixás de 2006

Oxalá: cor branco e prata.
Iemanjá :cor azul claro e verde água
Oxum: Amarelo
Xangô: vermelho com branco


Informações da repórter Giana Cunha

7.12.05 10:28 AM

Sugado do Blog da

Coragem

A semente não pode saber o que lhe vai acontecer, a semente jamais conheceu a flor.
E a semente não pode nem mesmo acreditar que traga em si a potencialidade para transformar-se em uma bela flor.
Longa é a jornada, e sempre será mais seguro não entrar nessa jornada, porque o percurso é desconhecido, e nada é garantido.
Nada pode ser garantido. Mil e uma são as incertezas da jornada, muitos são os imprevistos -- e a semente sente-se em segurança, escondida no interior de um caroço resistente.
Ainda assim ela arrisca, esforça-se; desfaz-se da carapaça dura que é a sua segurança, e começa a mover-se.
A luta começa no mesmo momento: a batalha com o solo, com as pedras, com a rocha. A semente era muito resistente, mas a plantinha será muito, muito delicada, e os perigos serão muitos.

Não havia perigo para a semente, a semente poderia ter sobrevivido por milênios, mas para a plantinha os perigos são muitos.
O brotinho lança-se, porém, ao desconhecido, em direção ao sol, em direção à fonte de luz, sem saber para onde, sem saber por quê.
Enorme é a cruz a ser carregada, mas a semente está tomada por um sonho, e segue em frente.
Semelhante é o caminho para o homem. É árduo. Muita coragem será necessária.

Comentário:

Esta carta mostra uma pequena flor silvestre que enfrentou o desafio das rochas, das pedras em seu caminho, para aflorar à luz do dia. Envolta em brilhante aura de luz dourada, ela exibe a majestade do seu pequenino ser. Sem nenhum constrangimento, equipara-se ao
sol mais brilhante.
Quando nos defrontamos com uma situação muito difícil, há sempre uma escolha: podemos ficar repletos de ressentimentos e tentar encontrar alguém ou alguma coisa em que pôr a culpa pelas nossas dificuldades, ou podemos enfrentar o desafio e crescer.
A flor nos mostra o caminho, na medida em que a sua paixão pela vida a conduz para fora da escuridão, para o mundo da luz. Não há nenhum sentido em se lutar contra os desafios da vida, ou tentar evitá-los ou negá-los. Eles estão aí, e se a semente deve transformar-se na flor, precisamos passar por eles. Seja corajoso o bastante para transformar-se na flor que você foi feito para ser.


Informações da repórter Giana Cunha

1.12.05 11:43 AM

Amor e paixão
Luiz Paulo Horta, jornalista

Escrevendo sobre o prêmio Nobel de Literatura Isaac Bashevis Singer, diz o crítico Joseph Epstein: ¿Em diversas entrevistas, Singer afirmou que a melhor história é uma história de amor. Curiosamente, ele tendia a escrever não sobre o amor, mas sobre a paixão, que está longe de ser a mesma coisa. Como um personagem em um de seus contos diz ao narrador, que podia ser o próprio Singer, ¿você escreve sobre o amor, mas não sabe o que é isso. Desculpe, mas o que você descreve é a paixão, e não o amor, que faz sacrifícios e amadurece ao longo dos anos¿.¿ Comenta Epstein: ¿Como se vê, talvez o melhor crítico de Singer seja o próprio Singer.¿

O amor/paixão sempre foi o grande tema da literatura ocidental, desde aquela antiquíssima história que é ¿Tristão e Isolda¿, e que trata de uma paixão irrealizada. Depois disso, o amor romântico inundou a literatura, e deixou na sombra o que seria um outro tipo de amor, mais tranqüilo, mais duradouro. Por exemplo, ¿Anna Karenina¿ é um romance que descreve o amor relativamente impossível entre Anna e Wronsky, seu amante. Na Rússia daquele tempo, o adultério ainda pedia punição severa ¿ e, não por acaso, a epígrafe do livro é uma frase terrível da Bíblia: ¿Eu me reservei a vingança, diz o Senhor.¿ Nos ¿Irmãos Karamazov¿, a grande história de amor também é um caso típico de paixão ¿ a atração que sobre Dmitri Karamazov exerce a volúvel Gruschenka, paixão que destrói o apaixonado, que o leva ao crime. E assim nos alimentamos de histórias românticas; e confundiu-se a realidade do amor com a da paixão, como registra o personagem de Singer.

Podia ser diferente? Em outras culturas, sim. Na Índia tradicional, por exemplo, a paixão era considerada antes um motivo para não casar do que o contrário. O casamento hindu era arranjado entre as famílias. E mesmo no Ocidente, até uma época relativamente recente, os pais ainda influíam no casamento dos filhos.

Antes que você diga, ou pense, que o articulista enlouqueceu: não estou defendendo um retorno aos velhos tempos. Mas a verdade é que agora chegamos ao outro extremo: as uniões não passam pelo teste da estabilidade. E uma das razões para isso é a confusão entre a idéia de paixão e a de amor.

Voltemos ao personagem de Singer: ¿O que você descreve é a paixão, e não o amor, que faz sacrifícios e amadurece ao longo dos anos.¿ É um bom ponto de partida. Sim, é verdade: pelo menos no início, é difícil separar o amor e a paixão (e por que deveriam ser separados?). Parece que eles começam juntos ¿ e por isso a gente diz que ¿o amor é lindo¿. É aquele frisson , aquela coisa ¿de pele¿, aquele arrepio interior provocado pelos motivos mais simples. A natureza é sábia nessas coisas, não precisa de processos complicados.

Mas por que não seriam simplesmente sinônimos a paixão e o amor? Porque a paixão não está ligada a nenhuma idéia de estabilidade. Pelo contrário, ela tem a natureza do fogo, é mutável e ardente como o fogo. (Vejam o delicioso romance de Arthur Dapieve, ¿De cada amor tu herdarás só o cinismo¿, que a Objetiva acaba de publicar; um caso típico de paixão desestruturante.)

Já o amor tende ao enraizamento. Entra, aqui, outro truque da natureza, que usa a paixão como uma introdução para o amor. O impulso arrebatado da paixão costuma ser uma oportunidade para um encontro mais profundo, que já seria, por exemplo, o encontro de duas pessoas, e não só de dois corpos em êxtase.

Era com esse jogo que contavam épocas mais estáveis do que a nossa. Ainda no tempo de nossos avós, a chegada dos filhos, por exemplo, seria um motivo para que um casal pensasse a sua união de um modo mais consistente, ainda que mais prosaico ¿ pois é evidente que, com filhos pela casa, nem tudo se resume à paixão. Instala-se uma certa ¿domesticidade¿. Tanto a mulher quanto o marido passam a ter tarefas que já não são ¿românticas¿ ¿ acordar de noite porque o filho está com febre; descobrir qual é a melhor escola da vizinhança; arranjar dinheiro para as despesas da casa.

Tudo muito ¿família¿. Mas nessa acumulação de atividades prosaicas, surgia o grande desafio: transformar a paixão em amor.

E nessa mesma sucessão de tarefas está embutida a proposta principal: a da superação do egoísmo, a passagem do amor que simplesmente recebe para aquele que é capaz de dar.

Nessa possibilidade, as grandes culturas humanas jogaram todas as suas fichas. Todas elas, de um modo ou de outro, perceberam que o caminho para o pleno desenvolvimento da personalidade é a descoberta do Outro ¿ seja o ser humano que está mais próximo de você, seja a Cidade que é preciso construir, seja um Outro ainda mais elevado, que é o nível da transcendência.

Talvez o problema, hoje, e não só no plano da relação entre duas pessoas, é que fomos sendo encurralados pela lógica da paixão, pelos mecanismos do desejo (e temos uma civilização de consumo cuja principal ocupação é atiçar o desejo).

Parece ter ficado só a idéia da combustão inicial ¿ do fósforo antes que o fogo alcance a madeira. E o estranho paradoxo é que, neste sentido, há um momento em que a paixão pode se tornar inimiga feroz do amor verdadeiro.
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Será?

Informações da repórter Giana Cunha