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Gente
Estava pensando, dia desses, numa conversa caseira, de casal, como a gente é esquisito e como a vida parece estranha às vezes.
As pessoas nascem, dependem de alguém para tudo, comer, vestir, enfim, sobreviver. Então, começam a crescer, ter objetivos, metas, sonhos e ambições. Saem de casa em busca da independência, da realização. Até que encontram alguém e voltam a depender - sentimentalmente- do carinho, dos afetos, da convivência, do cheiro. Chegam os filhos e muda o foco de observação, agora alguém depende de ti, noites sem dormir, fraldas para trocar, comida para dar... e eles crescem, alçam vôo e vão em busca dos próprios objetivos. Voltas para ti, ou para dois (em alguns casos), como se o tempo estivesse andando ao contrário, e tens que redescobrir o que já foi ou passou, através de uma nova perspectiva, desta vez com experiência de vida e com um outro olhar. Até que chega a velhice e voltas mais uma vez a depender de alguém...
Isso me parece estranho...
Acho que estou trabalhando de mais, mas tem lógica, não?
Informações da repórter Giana Cunha
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